segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Porque não importa quantos terços você reze essa noite, o fracasso, o cansaço, o desespero, a solidão e a perda de tempo vão se agarrar Às suas pernas como se fossem cordas lhes tirando do abismo. E te colocando lá, bem antes, durante e depois de dormir.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

  Fiz todo o caminho de volta porque quando passei eu pensei que era você. De nada adiantou.
 Quero nem ouvir música. Esta noite está dolorosa demais.
 Não dá para assistir o mesmo filme tantas vezes. Não dá para ser protagonista do mesmo filme, viver a mesma história sabendo que começa de uma forma e termina do mesmo jeito. Perda de tempo.
 Tentar mudar o imutável é como tentar matar os imortais, é jogar seu tempo fora.

sexta-feira, 28 de março de 2014

 E eu que passei tanto tempo sem vir aqui para fingir que não tinha nada a dizer. Pura mentira. Tanta coisa para dizer, mas me faltam dedinhos. O cansaço venceu esses dias. Um ano e nada mudou. Nenhuma dor deixou de doer, nenhuma mágoa se apagou. Logo eu que costumava te dar carinho, de uma forma difícil de lidar, eu sei. Mas era o meu jeitinho de carinho difícil de lidar, é sério que para você nada disso fazia sentido? É sério que o infinito para nós acabou bem ali naquele momento?
 Tantas lágrimas de nada me serviram, tanto chão, tanto caminhar, tanto pedir, querer pichar seu muro e dizer que te amo da forma mais suja e escrota porque parece ser essa a forma que você merece, mas que de qualquer forma, por mais que banal, arruaceira, infringente, é uma forma de amor! Amor, meu amor, é amor.
  É sério que acabou tudo naquele momento? Todos esses doze meses de aperreio e rezas e súplicas com promessas e sonhos e desejos e abraços vazios e noites mal dormidas e cabelo molhado por lágrimas salgadinhas demais para um amor tão saudável não servem para mais nada?
  Coloquem o "aprendizado" no cu. Eu quero você.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

   Tanto planejei te levar ao paraíso que deixei o meu ir embora. Vem cá?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ah, mas a grande verdade é que sonho contigo a noite inteira, todas as noites. Vezes acordo sorrindo, noutras acordo chorando. O problema é esse, sempre acordo. Acordo para olhar para o lado e embrulhar o estômago com o vazio, e encher de vazio o coração antes de dormir sem você no lugar que deveria estar.
 Deve haver alguma forma de esquecer um passado lindo e que de tão lindo mói um coração, mas a grande verdade de agora é que eu não quero saber de forma alguma. E ainda que soubesse, que me dissessem, me ensinassem sem minha permissão, seria falha, seria inútil.
 Sua risada ecoando não me deixa dormir uma noite sequer em plena paz, suas fotos nos porta retratos, seu cheirinho no casaco guardado, quando alguém passa na rua usando o perfume que é só SEU, nada disso me deixa em paz. As músicas, os passarinhos, o feixe de luz que entra pela janela do quarto que eu acordava pela manhã para fechar, o feixe que iluminava um pedacinho lindo do seu rosto que dormia como um anjo.
 Um anjo que me abandonou. Anjos abandonam? Sinto muito a sua falta, sinto mais a sua falta que qualquer vontade de viver. Sinto tanto que sinto muito por mim.
 Se for verdade que só se ama uma vez na vida, minha vida encerra por aqui.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

 Eu queria traduzir, decifrar você. Da pior forma eu descubro que seu conceito é inatingível e essa saudade não vai passar.

sábado, 2 de novembro de 2013

 Apanho, choro e dou o outro lado.
  E no dia de finados eu penso em quem não morreu. Em quem foi embora e nunca mais será meu.