segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"Só venha a nós e vosso reino... Nada."

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A novidade era o máximo, nã nã nã

E como todo poço tem seu fim (nossa!), todas as pessoas têm suas surpresas e momentos que lhe arrancam um sorriso sem o menor dos esforços.
Pessoas novas são sempre bem vindas, cuidar de pessoas novas é sempre uma boa opção, zelar por pessoas velhas e novas em nossas vidas deveria ser uma virtude para todos, mas já que não é assim, eu consegui aprender isso aos poucos. Você bem sabe, a cultura do meu povo já foi um pouco mais afetiva, mas nessa época eu era muito pequena, mal conseguia alcançar a pia da cozinha.
Depois de ver que algumas pessoas simplesmente esquecem, eu pude ver que do outro lado existem pessoas que simplesmente se lembram, simplesmente assim.





(Lago, obrigada. Hihhihihi, eu gostei tanto de você :P )

O valor que as pessoas dão, quase sempre me cabe no bolso.


- Pega o telefona, diz que me ama, diz que me adora, não me engana, vocÊ é tudo o que eu mais quero na vida... (8)

Todos os dias – sem exceção – ela vai àquela rua sem saída e encontra as mesmas pessoas, faz as mesmas coisas e isso nunca foi um problema, ela nunca reclamou. A rotina em sociedade onde a sociedade inteira se encontra satisfeita. Pouco possível, mas é verdade.
A priori, se ela chegava trinta, quarenta minutos após o horário que ela costumava chegar, era previsível o telefone tocar e do outro lado da linha alguém perguntar “Não vem hoje não, é moamor?”. Nessa época ela nem levava o dominó, não era por interesse não, era por afeto, por saudade que ligavam, por querer ver. E era assim uns com os outros.
E essa mesma menina passa a semana inteira estudando dois horários e à noite vai a tal rua, ela passa a semana inteira na expectativa de ter um fim de semana maravilhosa, sair na sexta e chegar no sábado, sair no sábado e chegar no domingo e sair no domingo e voltar na segunda, para recomeçar a batalha.
Essa noite, ela perguntou “Chico, você quer dormir?” ele insistiu que não, ela insistiu para tirar a dúvida e ele insistiu que não ia dormir, foi o tempo de um banho que o Chico caiu no sono. Às 22:00 hrs estava todo mundo brincando de lama, cada um na sua cama, e ela aos prantos querendo pular da janela. No final das contas ela chorou tanto que adormeceu, a menina chorou.
Em nenhum instante, n e n h u m instante alguém que ela pensou que talvez ligasse, ligou. O menos provável o fez, chamou para sair, lhe deu boa noite e um “Até amanhã”. Logo o Alex, o mais psicado, o mais esquecido, o mais problemático, somente o Alex ligou.
Algumas pessoas têm a mania de achar que as demais pessoas são apenas servidoras de sorrisos e bem estar, é ruim de acreditar, mas algumas pessoas precisam chorar também. Precisam e fica muito mais fácil quando essas pessoas vêem que estão sozinhas naquela situação, quando essas pessoas descobrem que gostariam muito de abraçar alguém, mas na verdade todos os alguéns possíveis e que realmente lhe interessam estão ocupados demais bolando um baseado, jogando dominó ou fazendo qualquer outra coisa que ocupe suas mãos e empeçam de efetuar um telefonema para oferecer um ombro amigo.
Essa peste dessa menina só queria sumir, somente isso. Queria abrir a porta sem fazer barulho, descer as escadas e nunca mais voltar, somente isso. Não seria nada tão escandaloso, demorariam três dias para sentir falta. Nem o Chico sentiria falta, ele é tão desligado, lhe dá tão pouca atenção que talvez três dias fosse até pouco demais.
É verdade, é verdade, eu concordo, ela nunca foi muito boa em relacionamentos, o fato é que ela realmente acreditava que ao menos desta vez seria diferente. Menina bobinha, colocando a mão no fogo e uma vã ilusão.
Pior que ela gosta do desgraçado, gosta mesmo, mas é que você sabe, conhecendo-a como conheço, acumulando as coisas como só ela acumula, mais uma sexta-feira em casa, mais uma ou duas pisadas no pé dela e ela nem vai esperar a madrugada para sair porta a fora e se voltar, SE voltar, só voltar depois que o sol se pôr pela décima sétima vez.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Que mulher nunca teve...


Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?

Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?

Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que "dele" não lembra nem o nome?"

(Autor desconhecido)



- Eu não sou a única. Beijosmeliga. Hahaha

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Risco de fogo.


E eu gostava tanto de você. E de tanto gostar, a intimidade ficou demais. Eu queria gritar de volta quando você gritava comigo, mas eu não conseguia fazer nada além de olhar para os seus olhos que me odiavam tanto. Eu fazia silêncio. Você falava mais um milhão de coisas até que uma delas me atingisse, mal sabia que as milhões me apunhalavam em qualquer ângulo que eu me inclinasse, qualquer ângulo que eu me esquivasse. Então eu fazia silêncio novamente, procurava ternura em você por inteiro e não encontrava nada. Eu tentava ir embora e você tentava me comprar com suas desculpas. Desculpa a gente pede quando pisa no pé de alguém. – Eu dizia.
Você tentava segurar a minha mão, mas a minha já não queria mais tocar a sua, como se você fosse uma tocha de fogo gigante e tivesse a intenção de queimar o meu cabelo. Eu só queria ir embora, ir embora sabe-se lá para onde, sabe-se lá com quem, só não queria o seu calor derretendo o meu juízo.
Então você insistia e eu cedia, cedia porque as pernas já estavam fracas de tanto correr. Isso aconteceu uma vez, duas, vinte, milhares, e você acreditando que nada disso nunca ia cansar.
Lembra quando eu te liguei esta última noite e você me foi frio?
Eu fingi que não tinha nada para dizer, mas eu tinha. Eu ganhei um vestido novo, preto, mas eu preciso levar para a costureira diminuir um pouco pois eu prefiro mais curto. Era isso, eu sei que parece bobagem, mas eu fiquei feliz com o vestido novo.
E o casal de senhores que mora vizinho de La Bobonera, quebrou garrafas de vidros nos bancos para que nós habitantes não pudéssemos sentar. O Gauchinho cortou o pé e ficou bem machucado, eu fiz curativo. Todas as garrafas escondidas para quebrar nas cabeças dos caras que querem destruir a nossa área, estão estraçalhadas ao redor dos bancos, camufladas com o capim seco que a chuva não molha faz uns dias. Eu queria te contar também que eu estou pensando em colocar pregos e furar os pneus do carro de um deles, mas eu sei que você não vai deixar, mas eu também não me importo.
Eu gostava tanto de você, você lembra? Eu chegava mais cedo só para te ver e queria que você não saísse mais do meu lado. Você sempre saía e eu não levantava por dois minutos, pensando na possibilidade de você voltar. Você nunca voltava e um minuto depois eu já tinha esquecido de esperar. Eu queria que você fosse mais responsável, mais fiel ao que você diz. Dissesse que ia e fosse, de fato. Dissesse que vinha e viesse, sem pensar. Não deixasse nada para depois e nem esperasse o amanhã para tomar uma decisão boba. Você ainda tem tanto para aprender. Tem tanta barba para acertar, tantos quilos para engordar e tem tanto que provar meu açaí na tigela e dizer que é melhor que o que vende ali na orla. Tem tanto o que aprender, tanto o que parar de gritar e de falar sem rodeios, sem pensar, sem nem saber se é aquilo mesmo o que quer falar. Já viveu tanto nessa vida e as coisas que deve levar por todo o resto dela, você esquece. Por que você é tão desligado e esquece de colocar os pés no chão? Eu não quero política de boa vizinhança quando você quer tanto me jogar pela janela, eu só quero que você seja bem sincero. Eu só quero que você não queria ficar longe, meça as suas palavras, respeite as decisões e viva. Viva como se fosse o último dia, esqueça os meus receios. Bem sincero, bem sincero para que eu pare de gostar de você e aceite o tal do amar você.
Tudo bem, a amizade é a mesma.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

No mais, isso passa.